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Criptomoedas ensaiam recuperação enquanto RWA se destaca, segundo a Binance

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

16 março 2026 16:20 BRT
  • RWAs atingem US$ 25,4 bi com alta de 4,7% em um mês.
  • O Bitcoin sobe 35% desde a mínima do ano e supera US$ 73 mil.
  • ETFs de ativos digitais captam US$ 1,06 bi pela terceira semana seguida.
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O mercado de criptomoedas dá sinais de recuperação após uma forte correção em fevereiro. Nesta segunda-feira (16), a capitalização total do setor chegou a cerca de US$ 2,6 trilhões. No mês anterior, esse valor havia caído 22,6%, atingindo US$ 2,36 trilhões.

A expectativa de melhora na liquidez global e a retomada de fluxos em produtos ligados a criptoativos explicam parte do movimento.

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RWA em expansão

Mesmo diante da volatilidade recente, um segmento segue crescendo: os ativos do mundo real tokenizados, conhecidos como RWAs (Real World Assets). O conceito se refere a bens físicos ou financeiros tradicionais, como imóveis, títulos públicos e ouro, representados digitalmente em uma blockchain.

Crescimento mensal líquido dos RWA por categoria – Fonte: rwa.xyz, Binance Research

Segundo relatório mensal da Binance Research, os RWAs alcançaram cerca de US$ 25,4 bilhões em valor, alta de aproximadamente 4,7% em relação ao mês anterior.

O crescimento foi puxado por produtos lastreados em títulos do Tesouro e pelo renovado interesse em ouro tokenizado, em meio à alta dos preços globais do metal. O relatório aponta aumento tanto no valor dos ativos quanto no número de detentores, o que indica interesse contínuo por parte de investidores institucionais e de varejo.

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Sequência de baixa

Fevereiro foi marcado por sentimento profundamente negativo. O Índice de Medo e Ganância, indicador que mede o humor dos investidores em uma escala de 0 a 100, ficou abaixo de 20 durante todo o mês e chegou brevemente à mínima histórica de 5.

Capitalização de mercado mensal das criptomoedas diminuiu 21,4% em fevereiro – Fonte: CoinGecko

O resultado estendeu para cinco meses consecutivos a sequência de retornos negativos para os principais criptoativos. Uma sequência assim não era registrada desde o mercado de baixa de 2018.

Entre os dez maiores criptoativos, o desempenho em fevereiro foi amplamente negativo. O TRX foi o mais resiliente, com queda de apenas 4,6%. Ethereum recuou 30,8%, Solana 29,6% e BNB 28,4%. XRP caiu 26,2%, LINK 24,5% e Cardano (ADA) 19,7%.

O Bitcoin também permaneceu sob pressão, recuando em relação à sua máxima histórica e se aproximando de US$ 54 mil, nível historicamente associado às fases finais de desalavancagem, processo em que investidores encerram posições financiadas por dívida. Atualmente, a maior criptomoeda do mercado é negociada acima de US$ 73 mil, alta de 35% desde a mínima do ano.

ETFs voltam a captar

Os mercados acompanham sinais de estabilização. Os ETFs de Bitcoin à vista, fundos negociados em bolsa que investem diretamente na criptomoeda, voltaram a registrar entradas líquidas.

Desempenho mensal das 10 maiores criptomoedas – Fonte: CoinMarketCap

Na última semana, os produtos de investimento em ativos digitais registraram entradas de US$ 1,06 bilhão pela terceira semana consecutiva, segundo levantamento da CoinShares. O Brasil respondeu por US$ 2,5 milhões dessas entradas.

O pico da temporada de restituição de impostos nos Estados Unidos nas próximas semanas também é apontado como fator que pode injetar liquidez adicional em ativos de risco.

DeFi em queda

O setor de finanças descentralizadas, o DeFi, conjunto de serviços financeiros que operam sem intermediários tradicionais, também sentiu o impacto. O valor total bloqueado (TVL) nos protocolos, métrica que indica quanto capital está aplicado no setor, caiu 18,4% em fevereiro, para US$ 95,7 bilhões.

Participação da TVL nas principais blockchains – Fonte: DeFiLlama

As mudanças na participação de mercado entre os cinco principais ecossistemas foram limitadas. O Ethereum registrou declínio modesto. A rede Base seguiu em expansão, com seu TVL crescendo de forma constante e representando cerca de 46,5% do total das redes de camada 2 do DeFi, que são soluções construídas sobre blockchains principais para aumentar a capacidade e reduzir custos de transação.

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