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Com US$ 2,4 milhões, startup quer mudar pagamentos cross border e crescer 300%

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

13 março 2026 11:30 BRT
  • Plataforma reúne operadores e moedas para direcionar cada remessa pela rota mais rápida e barata.
  • Fintech atende mais de 100 países e projeta crescimento de 300% em 2026.
  • Mercado de pagamentos cross-border na América Latina deve superar US$ 1,7 trilhão até 2033.
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O sistema financeiro global ainda opera em ritmo de décadas passadas. Uma transferência internacional pelo Swift bancário pode levar até cinco dias para países desenvolvidos e cerca de dez dias para mercados emergentes, enquanto empresas precisam de agilidade para operar no comércio exterior. É esse gap que a Oxus Finance, fintech brasileira fundada em 2025, nasceu para resolver.

Com US$ 2,4 milhões captados em rodada seed, a empresa desenvolve o primeiro agregador de stablecoins com Inteligência Artificial para pagamentos internacionais do Brasil. A plataforma reúne operadores, redes, moedas e meios de remessa em um único ponto de acesso, garantindo que cada transação seja direcionada pela rota mais rápida e barata disponível.

Felipe Trentin “Coruja” e o Rafael Castaneda

“O sistema financeiro global parou no tempo. Empresas e pessoas ainda convivem com processos fragmentados e tecnologias que não acompanham a velocidade dos negócios digitais. Nossa meta é tornar o envio de recursos para qualquer lugar do mundo tão simples quanto o Pix é hoje no Brasil”, afirma Fillipe Trentin “Coruja”, CEO da Oxus Finance.

Stablecoins como infraestrutura, não especulação

A Oxus integra sistemas de pagamentos locais em múltiplas moedas como Pix (BRL), Wire (USD) e SEPA (EUR) a soluções de stablecoins como USDT e USDC, permitindo que remessas sejam concluídas em minutos. Neste primeiro momento, a plataforma atende mais de 100 países, entre eles EUA, Suíça, França, Espanha, Emirados Árabes e Índia.

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“Hoje as stablecoins já possuem um papel significativo nas finanças, viabilizando um sistema de ‘Pix’ global e movimentando trilhões de dólares por ano. Nosso entendimento é que o impacto causado pela sua crescente adoção será ainda maior nos próximos cinco anos, transformando esses ativos de meros meios de pagamento em um novo sistema bancário global”, afirma Rafael Castaneda, cofundador e COO da Oxus Finance.

Um mercado bilionário mal atendido

A demanda é concreta. Um estudo da Mastercard de 2025 mostrou que 80% dos pagamentos internacionais de PMEs no Brasil levam mais de quatro dias, e as taxas podem chegar a 23% do valor da transação. Na América Latina, as pequenas e médias empresas representam 98% dos negócios e 60% do emprego, mas a infraestrutura de pagamentos internacionais foi historicamente desenhada para grandes corporações.

“Existe um gap enorme, e é exatamente onde estamos posicionados. O mercado de pagamentos cross-border na região deve passar de US$ 800 bilhões para mais de US$ 1,7 trilhão até 2033, e queremos capturar uma fatia relevante desse crescimento”, diz Trentin.

Geopolítica como acelerador

Cenários de instabilidade global também jogam a favor da modernização dos pagamentos. Com as tarifas americanas em alta, o Brasil vem diversificando parceiros comerciais. As exportações para a China cresceram quase 40% em fevereiro de 2026, enquanto as vendas para os EUA recuaram. Novos corredores de comércio significam novas moedas, mais complexidade e maior necessidade de infraestrutura inteligente.

“A volatilidade cambial que acompanha esses cenários aumenta a necessidade de transparência e previsibilidade, que é exatamente o que a nossa plataforma entrega. Guerras não são boas para ninguém, mas aceleram a necessidade de modernização da infraestrutura de pagamentos”, afirma o CEO.

Projeções e próximos passos

Para 2026, a Oxus Finance projeta crescimento de 300% em relação ao ano de fundação, puxado pela entrada de novos clientes do comércio exterior, pela expansão de rotas e pelo reforço no time comercial viabilizado pela rodada seed. O plano para os próximos anos é consolidar a operação no Brasil e iniciar a internacionalização pela América Latina.

O aporte seed foi liderado pela Echo3 Participações, com participação da Underblock, Boost Research e Defiers, empresas de blockchain com forte atuação no país, além dos investidores-anjo Lucas Amendola (Defiverso), Luísa Pires (Luisapirescrypto), Luiz Fernando Benkendorf (LZ Academy), Orlando Telles (Orlando On Crypto), Diego Aguiar (ex-Goldman Sachs) e Ernani Assis (Nomad).

Sobre a Oxus Finance

Fundada em 2025 por profissionais com sólida experiência no mercado financeiro e de tecnologia, a Oxus Finance é uma fintech brasileira que combina inteligência artificial e stablecoins para simplificar pagamentos internacionais e facilitar o acesso corporativo à nova era das finanças digitais.Empresarial e sócio-fundador do Salles Nogueira Advogados; e Thiago Barbosa, cofounder e CCO, professor universitário, bacharel em direito com doutorado em Tributação de Criptoativos pela USP e sócio do Salles Nogueira Advogados.

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