Coinbase lança serviço de inteligência para compliance em cripto

  • A empresa lançou novas ferramentas para reguladores e aplicadores da lei.
  • Recursos avançados de rastreamento de transações estão incluídos.
  • A Coinbase está atuando de forma semelhante a um banco tradicional.
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A Coinbase, maior exchange cripto dos Estados Unidos, anunciou um conjunto de novas ferramentas para ajudar nos procedimentos de compliance para instituições financeiras.

Em um anúncio feito nesta quinta-feira (28), a empresa revelou o “Coinbase Intelligence”, que forneceria serviços de compliance cripto em escala.

A empresa acrescentou que foi particularmente experiente no desafio de acompanhar as regulamentações globais e quer garantir que todos possam participar com segurança da indústria de criptomoedas.

As ferramentas recém-anunciadas atenderão às necessidades de conformidade de “instituições financeiras, empresas de criptomoedas, agências de aplicação da lei e corporações novas em criptomoedas”, afirmou.

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Inteligência em compliance

O novo conjunto de ferramentas oferece um serviço chamado “Coinbase Know Your Transaction (KYT)”, que é uma ferramenta de triagem de transações. Esse serviço permitirá que instituições financeiras e empresas cripto “gerenciem proativamente o risco com base em nosso sistema proprietário de pontuação de risco”, explicou a exchange.

O KYT pode ser usado como um API (interface programável de aplicativo) para automatizar o monitoramento de transações em tempo real. O objetivo é oferecer proteção contra maus atores e transações falsas.

Na realidade, os maus atores usariam um serviço de mistura ou ofuscação de transações, como o Tornado Cash. O KYT também permite que os usuários recebam alertas para permitir o gerenciamento de risco proativo se houver alterações nos perfis de risco e triagem de transações para sinalizadores relacionados à lavagem de dinheiro.

A empresa também mudou sua plataforma de análise para “Coinbase Tracer”. A plataforma, que tem sido usada por governos e agências de aplicação da lei, agora vincula a atividade a entidades do mundo real para visualizar o fluxo de ativos cripto.

Ela também pode ser usada para reduzir fraudes, desmistificar o risco da contraparte e ajudar a sinalizar riscos de AML com pontuações e alertas de risco. A empresa concluiu que tem como missão atender às oportunidades de compliance do futuro.

“Na Coinbase, defendemos a importância de crescer o mercado de criptomoedas de maneira justa e compatível para estimular a inovação e expandir a liberdade econômica para todos.”

Coinbase se tornando um banco?

As novas ferramentas podem ser bem recebidas por reguladores e legisladores, mas para o usuário médio, a Coinbase está se tornando cada dia mais como um banco tradicional. Em março, a exchange afirmou que os clientes no Canadá, Cingapura e Japão seriam obrigados a fornecer informações adicionais sobre suas transações.

A maioria dos bancos têm limites nas transações, exigem muitas informações pessoais, relatam as transações ao governo, impõem altas taxas e restringem o que seus clientes podem fazer com seu próprio dinheiro.

À medida que os reguladores globais apertam os parafusos da indústria cripto, as exchanges centralizadas terão pouca escolha a não ser seguir esse caminho, e a Coinbase parece estar se adequando a essas normas. As ações da empresa (COIN) caíram para uma mínima histórica de US$ 115 na quinta-feira (28).


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