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Cingapura está de olho em CBDC para varejo

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Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Autoridade monetária vê benefícios na emissão de dólar local digital.
  • Projeto Orquídea pretende construir infraestrutura tecnológica para emissão de CBDC.
  • Iniciativa será feita em parcerias com empresas privadas.
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O Banco Central de Cingapura começou um projeto para entender os aspectos tecnológicos da construção de uma moeda digital do banco central (CBDC), com o objetivo de se preparar para implementar a moeda online no futuro.

O Projeto Orquídea, como foi chamado, vai construir a infraestrutura de tecnologia e as competências técnicas necessárias para emitir uma CBDC de Cingapura, caso o país decida fazê-lo no futuro.

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Segundo o BC de Cingapura, a ideia é fazer uma parceria com o setor privado, aproveitando as valiosas descobertas do Desafio CBDC Global que a Autoridade Monetária do país (MAS) lançou no início deste ano. O Banco Central de Cingapura recebeu mais de 300 propostas de mais de 50 países em resposta às declarações de problemas apresentados no desafio.

Durante o festival anual de fintech no país asiático, o diretor administrativo do MAS, Ravi Menon, afirmou, no entanto, que o projeto “não é urgente”, embora tenha reconhecido os benefícios potenciais de ter a própria moeda digital.

Para Menon, o dinheiro físico permanecerá por “algum tempo” e a possível substituição da moeda por dinheiro digital estrangeiro é “um risco remoto”.

As imprensões de Menons não são diferentes de outros bancos centrais pelo mundo, que observam o crescimento das criptomoedas além da evoluçao das as finanças descentralizadas (DeFi) que tem desafiado o papel intermediário das instituições financeiras.

A China fez progressos significativos com seu yuan digital, que passou por vários testes, em comparação com países como os EUA, o Reino Unido e o Japão que ainda estão deliberando.

“A emissão de um CBDC de varejo é, em última análise, uma consideração socioeconômica, em vez de monetária”, disse Menon.

Riscos da CBDC 

Para Menon, como boa parte da população ainda usa contas bancárias e pagamentos eletrônicos eficientes a chegada de um CBDC ainda não é considerada tão atraente.

CBDCs de varejo também podem representar “riscos significativos para a estabilidade monetária e financeira”, especialmente durante os períodos de estresse, mas esses riscos podem provavelmente ser gerenciados com “salvaguardas sensatas”, segundo Menon.

Cingapura está entre os países pioneiros que trabalham em projetos de CBDCs no atacado para pagamentos internacionais, e que têm uma vantagem sobre as notas de papel para que os recursos digitais possam ser constantemente rastreados por meio de transações mantidas no blockchain

O interesse em CBDCs de varejo aumentou acentuadamente nos últimos dois anos. De acordo com uma pesquisa do Banco de Compensações Internacionais, seis em cada dez bancos centrais estão fazendo experiências com CBDCs de varejo. 

Cingapura vê méritos em CBDC

O MAS tem estudado os méritos e implicações econômicas de um CBDC de varejo no país. Existem três razões possíveis para a autoridade monetária emitir ao público um dólar digital de Cingapura.

Primeiro, o CBDC disponibilizaria os benefícios de usar o dinheiro do banco central no mundo crescente das transações online.

Em segundo, um dólar digital de Cingapura poderia possivelmente promover um ecossistema de pagamento eficiente e inclusivo. Isso poderia tornar mais fácil para empresas menores criarem novos pagamentos e serviços digitais relacionados.

Startups, por exemplo, podem se integrar ao CBDC de varejo e não precisam construir sua própria criptomoeda e base de usuários. Essa justificativa de inclusão financeira tem sido a principal motivação para países como Camboja e Bahamas adotarem CBDCs de varejo.  

Terceiro, um dólar digital de Cingapura pode mitigar a invasão de stablecoins de emissão privada ou CBDCs estrangeiros no cenário de pagamentos da nação. À medida que essas moedas digitais globais entram em nosso mercado e se tornam amplamente acessíveis no futuro, elas podem substituir o uso do dólar de Cingapura nas transações domésticas de varejo. Um dólar de Cingapura digital emitido pelo MAS que seja congruente com as necessidades de uma economia digitalizada pode servir para mitigar esse risco.

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Aline Fernandes
Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia...
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