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Cinco dicas para investir em criptomoedas em 2026, segundo especialista

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

23 janeiro 2026 14:00 BRT
  • Mercado cripto encerra 2025 com capitalização de US$ 4 trilhões.
  • Stablecoins ultrapassam US$ 296 bilhões em valor de mercado.
  • Especialista recomenda foco em eficiência de capital, não em seleção de tokens.
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Especialista orienta sobre tokenização, stablecoins e adoção institucional em mercado que movimenta US$ 4 trilhões em como se pode investir em criptomoedas. O mercado global de cripto encerrou 2025 com capitalização superior a US$ 4 trilhões. Os dados foram consolidados por plataformas como CoinMarketCap e CoinGecko.

No mesmo período, os ativos do mundo real tokenizados movimentaram dezenas de bilhões de dólares, segundo a RWA.xyz. O movimento reflete avanço da adoção institucional e fortalecimento de estruturas financeiras baseadas em blockchain.

As stablecoins ganharam espaço no mercado cripto. Essas moedas digitais são lastreadas em ativos tradicionais como o dólar. Funcionam como instrumento de liquidez e proteção contra volatilidade.

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Já os real-world assets (RWAs) representam a digitalização em blockchain de ativos tradicionais. Entre eles estão títulos financeiros, imóveis, crédito privado, ações e commodities. O modelo amplia acesso e eficiência dessas operações.

Mudança de estratégia

Felipe Mendes é CEO da Altside. Ele defende que o investidor precisa mudar o foco em 2026.

“O jogo em 2026 não é sobre seleção de tokens, mas sobre Eficiência de Capital. Estatisticamente, nenhuma carteira de altcoins supera o Bitcoin no longo prazo. Por isso, nossa estratégia não é ‘escolher ativos’, mas usar a infraestrutura DeFi para fazer o patrimônio ocioso gerar renda. Tratamos o Bitcoin como reserva e as redes como ferramentas para rentabilizar o que antes ficaria parado”, afirma.

O especialista reuniu cinco dicas para quem deseja investir de forma mais consciente no próximo ano.

1. Priorize ativos do mundo real tokenizados

Os real-world assets permitem que ativos tradicionais sejam representados digitalmente em blockchain. O modelo oferece fracionamento, mais transparência e maior liquidez. Amplia o acesso a produtos antes concentrados em grandes instituições.

“A tokenização já deixou de ser um experimento tecnológico. Ela permite que investidores tenham acesso a ativos antes restritos a grandes instituições, com mais transparência, fracionamento e eficiência operacional”, avalia Mendes.

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2. Use stablecoins como instrumento de equilíbrio

As stablecoins funcionam como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto. Em 2025, o valor de mercado global dessas moedas ultrapassou US$ 296 bilhões. Os dados são da DeFiLlama, plataforma que acompanha liquidez e protocolos financeiros em blockchain.

“Na prática, as stablecoins permitem que o investidor mantenha recursos no ecossistema cripto com menor exposição à volatilidade. Elas facilitam pagamentos internacionais, movimentações rápidas e o aproveitamento de oportunidades em momentos de correção de preços”, explica o CEO.

3. Foque na eficiência de capital

O DeFi (finanças descentralizadas) elimina intermediários. Permite que o capital ocioso gere renda. O investidor usa redes como Ethereum e Solana para rentabilizar recursos que antes ficariam parados.

“O jogo mudou: a prioridade não é mais escolher a próxima altcoin da moda, mas sim maximizar a produtividade do patrimônio. O investidor inteligente mantém o Bitcoin como sua reserva e usa as aplicações descentralizadas para gerar retorno sem precisar vender suas posições principais”, avalia Felipe Mendes.

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4. Defina regras para atravessar ciclos de volatilidade

O mercado cripto é marcado por ciclos. Eles são causados principalmente por eventos macroeconômicos e de liquidez.

O dollar-cost averaging ajuda a reduzir o impacto das oscilações. O método consiste em aplicar valores fixos de forma regular, independentemente do preço do ativo.

Outras alternativas incluem pools de liquidez e uso de opções financeiras como proteção patrimonial. As pools reúnem recursos para facilitar negociações.

“Historicamente, o mercado cripto segue ciclos associados ao Bitcoin, que estão diretamente correlacionados a eventos macroeconômicos”, destaca o especialista.

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5. Monitore riscos e sinais reais de adoção

Mudanças regulatórias, cenário macroeconômico e comportamento emocional dos investidores seguem como fatores relevantes de risco.

Acompanhar métricas on-chain ajuda a avaliar o nível real de adoção do mercado. Essas são dados públicos registrados diretamente na blockchain. Entre eles: volume de transações, endereços ativos e movimentações de grandes carteiras.

“Esses indicadores mostram o que está acontecendo de fato na rede, além do preço. Investidores que acompanham a evolução da adoção e mantêm uma visão de longo prazo tendem a tomar decisões mais consistentes”, aponta.

Cenário para 2026

O CEO da Altside destaca que o mercado está mais estruturado, mas ainda exige cautela.

“O ambiente em 2026 será mais profissional, porém desafiador. Uma consultoria especializada ajuda a alinhar o perfil do investidor, definir caminhos personalizados e estruturar operações mais eficientes, reduzindo riscos e evitando erros comuns”, conclui Felipe Mendes.

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