Banco da China pode usar blockchain no yuan digital

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EM RESUMO
  • A China revelou que estuda adotar blockchain na implementação do yuan digital.

  • Moeda digital chinesa é testada desde 2019 e pode ter piloto nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2022.

  • Relatório do Banco Popular da China diz que principais instituições financeiras do mundo fizeram do Blockchain uma prioridade.

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O Banco Popular da China está considerando o uso de tecnologia Blockchain para alimentar o yuan digital. A moeda está em teste beta há algum tempo desde 2019.

O  vice-diretor do Instituto de Moeda Digital do Banco Popular da China, Di Gang apresentou um extenso relatório sobre a tecnologia de blockchain no 18º Encontro Global Anual do International Finance Forum (IFF) em 5 de dezembro e o jornalista chinês Colin Wu traduziu os principais pontos.

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A dúvida que paira é sobre porque a autoridade monetária chinesa usaria blockchain na implementação de sua moeda digital do banco central (CBDC), já que, de acordo com Di Gang,

“Os resultados da pesquisa de blockchain conduzida por organizações de consultoria relevantes para dez países este ano, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Alemanha, China e Japão, mostram que 81% das instituições pesquisadas acreditam que a tecnologia blockchain é amplamente escalonável e está sendo adotada pelas principais economias do mundo. 84% dessas instituições financeiras pesquisadas fizeram do blockchain uma prioridade estratégica imperativa.”

Segundo o relatório, as principais economias do planeta falam em fazer do blockchain uma prioridade, mas não cita o uso real entre as instituições financeiras tradicionais. De acordo com o texto, 81 instituição listadas no Top 100 global usam blockchain. Diante do cenário, Di Gang afirma: 

“As conquistas do blockchain estão aumentando e apresentando mais e mais vantagens de valor e por outro lado, a tecnologia blockchain alcançou o pagamento transfronteiriço, finanças da cadeia de suprimentos, finanças agrícolas, comerciais,  inclusivas, social, etc”.

Di Gang ressalta: “Algumas grandes instituições financeiras internacionais também estão expandindo ativamente os cenários de aplicativos de blockchain, incluindo financiamento comercial, compartilhamento de informações, negociação de câmbio estrangeiro, negociação de ações, etc. Por que essas instituições precisam de um blockchain para fazer tudo isso?”

O yuan digital precisa de blockchain?

Aparentemente, sim. E o Numerical Research Institute chinês já está trabalhando em uma implementação:

“Primeiro, um livro razão distribuído unificado foi construído no sistema RMB digital com base na tecnologia blockchain. O banco central atua como uma instituição confiável para carregar os dados da transação na cadeia para garantir a autenticidade e confiabilidade dos dados, e as instituições operacionais podem realizar reconciliação institucional cruzada, manutenção coletiva do razão, backup multiponto, etc. ”

O Instituto quer construir uma “plataforma de blockchain para financiamento de comércio, com o objetivo de informações penetráveis, confiança transferível e crédito compartilhável, e para completar a construção de um ecossistema de financiamento de comércio baseado em blockchain”.

Desafios técnicos

O Banco Popular da China identificou as seguintes dificuldades com a tecnologia blockchain:

  • Problemas com desempenho e escalabilidade;
  • Proteção de privacidade insuficiente. “A inovação do nível teórico ainda é necessária, assim como da tecnologia de engenharia”, disse Di Gang;
  • Ele precisa “fortalecer ainda mais a inovação em tecnologia de segurança”;
  • Em termos de auditoria regulatória, Di Gang acredita que ainda existem muitos nós dentro do blockchain que são anônimos e densos, que são difíceis de supervisionar pela descentralização;
  • Existe um atrito técnico entre a tecnologia blockchain e as tecnologias tradicionais;
  • Alguém precisa construir um sistema padrão de interoperabilidade.

Portanto, basicamente os mesmos problemas que todas as empresas de criptografia já identificaram, mais uma, “auditoria regulatória”, que é “difícil de supervisionar pela descentralização”. 

China pode lançar CBDC nos Jogos Olímpicos de inverno

Aparentemente, o plano da autoridade monetária de testar o RMB digital durante os Jogos Olímpicos de inverno ainda está em andamento. Di Gang disse:

“O RMB digital é testado desde o final de 2019 e agora está sendo testado em 10 regiões e no cenário dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim em 2022 e, em julho deste ano, o Banco Popular da China divulgou um estudo que mostra a importância do projeto piloto, que tem avançado de maneira constante e ordenada.

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Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 - incluindo a cobertura do último pregão viva voz no Brasil. Coordenou um grupo de dez correspondentes em três continentes para decidir as pautas mais relevantes do dia para o telespectador. Já participou de treinamentos e cursos no exterior, passou em zonas de guerra na Cisjordânia, Faixa de Gaza, fronteiras da Síria, Líbano, além da Jordânia e Egito. Atualmente estuda o ecossitema de criptoativos. Acredita no trabalho com ética, excelência, profissionalismo e no bom jornalismo. O futuro é o que estamos realizando agora.

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