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Blockchain Rio 2024: adoção global e interoperabilidade de CBDCs são desafios, diz executivo

3 mins
Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Pré-lançamento do Blockchain Rio aborda os desafios e as oportunidades para as CBDCs no Brasil e no mundo.
  • Executivos debateram o papel da DREX em evendo de pré-lançamento.
  • Conferência principal do Blockchain Rio acontecerá entre 23 e 25 de julho, no Porto Maravilha, Rio de Janeiro.
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O Superintendente de Novos Ativos e Ativos Tokenizados da Núclea, Cesar Kobayashi, discutiu desafios futuros para as moedas digitais de Bancos Centrais (CBDCs) durante o pré-lançamento do Blockchain Rio 2024 nesta quinta-feira (09).

O executivo ressaltou a importância da adoção em larga escala e a interoperabilidade entre diferentes sistemas para as moedas digitais de Bancos Centrais. Enquanto isso, em todo mundo, mais de 130 países exploram essas tecnologias. Alguns estão em fase avançada de exploração, caso da plataforma Drex do Banco Central brasileiro.

Japão, Índia, Austrália, Coreia do Sul, África do Sul, Rússia e Turquia também estão avançados em projetos de CBDCs e foram citados por outros palestrantes presentes nos debate do Blockchain Rio.

Painelistas querem impulsionar economia tokenizada

Kobayashi participou do pré-lançamento do Blockchain Rio com outros especialistas que atuam na indústria financeira nesta quinta-feira (9). Aliás, todos trabalham em projetos para impulsionar com segurança a adoção dos novos pagamentos tokenizados.

Atualmente, as nações que trabalham em soluções de CBDCs representam 98% do PIB mundial. Uma fatia e tanto para o mercado explorar. Para se ter uma ideia, em maio de 2020 – há exatos quatro anos, apenas 35 países estavam envolvidos com as CBDCs.

O executivo da Núclea revelou que a empresa tem 48 bancos acionistas, dentre eles, os principais bancos do Brasil. Ou seja, a plataforma ainda tem muito espaço para diversificação e expansão de serviços, como monetização de dados e identidade digital.

Para se ter uma ideia do tamanho da companhia, só em 2023, ela processou cerca de R$ 20 trilhões, em transações, por exemplo, como liquidação de pagamentos e registro de ativos, o montante chega a R$ 30 bilhões.

Blockchain Rio discute diferentes tipos de CBDCs

Em todos os países, por exemplo, com um projeto avançado de CBDC de varejo, os CBDCs são intermediados, o que significa que são distribuídos via bancos, instituições financeiras e prestadores de serviços de pagamentos. Na China, também existe a opção de CBDC direto – que pode ser acessado por meio de um aplicativo do banco central, explica Kobayashi

Durante o pré-lançamento do Blockchain Rio, o Superintendente da Núclea também falou sobre desafios técnicos

“Garantir segurança, escalabilidade e eficiência das CBDCs é fundamental”, disse.

Além disso, ele disse que alcançar a adoção em larga escala e garantir a interoperabilidade entre diferentes sistemas são certamente os desafios futuros.

Compliance e tecnologias

Entretanto, a coordenação de múltiplos entes é um desafio importante, por questões de conciliação de políticas de compliance e coordenação tecnológica entre soluções de diferentes países, com diferentes padrões de arquiteturas e padrões de redes escolhidas, pontuou Kobayahshi.

Outro tema abordado foi a implementação técnica de CBDCs, afinal envolve várias considerações importantes.

“Os bancos centrais devem definir claramente os objetivos da CBDC, como acesso contínuo ao dinheiro do banco central, inclusão financeira, eficiência do sistema de pagamentos, segurança e resiliência”.

Outro tema debatido no palco do Blockchain Rio foi a possível prevenção de ataques quânticos a plataforma do DREX. Quem citou a ameaça foi o especialista em inovação e tecnologia da Microsoft, João Aragão.

Esse desenvolvimento inclusive já está previsto dentro do Piloto do Drex, que terá uma camada de proteção contra-ataques quânticos

Coexistência e Interoperabilidade

A adoção de CBDCs pode permitir a coexistência harmoniosa com outras formas de dinheiro digital, como stablecoins e criptomoedas. Isso significa que a interoperabilidade entre diferentes sistemas de pagamento é crucial para facilitar transações transfronteiriças.

No entanto, este ainda é um tema caro que está sendo explorado pela indústria, bancos centrais e Banco de Compensações Internacionais – o BIS.

A implantação de CBDCs sobretudo deve seguir padrões rigorosos de resiliência e segurança cibernética. Isso garantirá a confiabilidade e a proteção dos sistemas de pagamento transfronteiriços, finaliza Kobayahsi

Agronegócio é destaque no pré-lançamento do Blockchain Rio 2024

Os desenvolvedores do Agrotoken, uma infraestrutura global para tokenização de commodities agrícolas, também estiveram presentes. Eles falaram sobre sua solução, que pode ser trocada por bens, serviços e outros ativos, ou utilizados como forma de aquisição de apoio financeiro.

Por exemplo, instituições financeiras podem aceitar grãos dos produtores rurais e oferecer novas alternativas de financiamento. Outro caso de uso é quando os agricultores digitalizam seus grãos para comprar produtos e serviços e claro, obter financiamento mais acessível.

“Com a Agrotoken, uma inovação em blockchain, o agronegócio está avançando para uma era de transações ágeis e seguras, onde os produtores rurais podem digitalizar seus grãos, facilitando o acesso a financiamentos e a um ecossistema transparente e confiável” , explicou o CTO da Agrotoken, Ariel Scaliter.

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Aline Fernandes
Aline Fernandes atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por diversas redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 -...
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