Bored Apes Yacht Club responde acusações de ligações com o nazismo

  • A Yuga Labs, empresa proprietária do Bored Ape Yacht Club (BAYC), respondeu as recentes acusações de que a coleção teria referências ao nazismo.
  • Anteriormente, o diretor criativo Ryder Ripps teria encontrado diversas ligações entre a coleção e seus criadores com imagens e simbolos nazistas.
  • Comunidade está dividida entre aqueles que acreditam em Ripps e aqueles que apoiam a coleção.
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A Yuga Labs, empresa proprietária do Bored Ape Yacht Club (BAYC), respondeu as recentes acusações de que a coleção teria referências ao nazismo.

Em entrevista ao Input, a co-CEO da Yuga Labs, Nicole Muniz, comentou sobre as acusações de que o Bored Ape Yacht Club e seus criadores estariam fazendo apologia e inserindo mensagens subliminares nazistas na coleção.

Atualmente, o Bored Ape Yatch Clube (BAYC) é o assunto mais em alta no mercado NFT, com cada vez mais grandes nomes da mídia aderindo a uma das 10.000 obras de macacos entediados da coleção. Somente na última semana, Neymar e Justin Bieber aderiram ao clube, que já tinha figuras como Mark Cuban, Stephen Curry, Eminem, Post Malone e Snoop Dogg como membros.

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Estima-se que as vendas de Bored Apes já tenham ultrapassado a marca de US$ 1 bilhão, além de render a Yuga Labs um contrato de parceria com a Adidas. No entanto, nem tudo tem sido postivo em relação aos NFTs.

O diretor criativo Ryder Ripps, conhecido por ter feito parcerias com Kanye West e grandes marcas como a Gucci, tem sido um grande crítico da coleção, chegando a acusar seus criadores de estarem ligados ao nazismo.

Bored Apes Yacht Club e suas ligações ao nazismo

Além de expor as evidências encontradas em suas redes sociais, Ripps criou um site para divulgar suas pesquisas. Vale destacar que nesta quinta-feira (3), o youtuber Cauê Moura, conhecido por ser um crítico do mercado NFT, comentou sobre as descobertas do diretor aos seus mais de 5 milhões de inscritos.

Segundo Ripps, a primeira ligação entre o Bored Ape e o nazismo está no fato da sua logomarca ser muito semelhante ao Totenkopf, símbolo da Waffen-SS durante a Segunda Guerra Mundial.

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Fonte: Input

Além da semelhança, ambas as caveiras possuem 18 dentes, número que possui uma simbologia significativa para os nazistas. Enquanto o número 1 representa a letra A, 8 representa H, iniciais de Adolf Hitler.

Por falar em Hitler, há outra coincidência envolvendo o ditador e a coleção. Enquanto o BAYC foi lançado em 30 de abril de 2021, o líder do regime nazista foi encontrado morto em 30 de abril de 1945.

Por fim, Ripps comenta sobre os pseudônimos dos criadores dos Bored Apes. A coleção foi criada por Gordon Goner, Gargamel, Emperor Tomato Ketchup e No Sass, tendo o artista Sêneca como desenhista dos esboços iniciais dos macacos.

Gargamel é um personagem do famoso desenho Smurfs e é conhecido por ser uma caricatura estereotipada do povo judeu. Já Emperor Tomato Ketchup é o nome de um curta-metragem de um garoto japonês trajado com vestes militares que abusa sexualmente de uma garota. Vale destacar que o Japão lutou ao lado da Alemanha de Hitler.

Responsáveis respondem as alegações  

A Yuga Labs negou que haja qualquer relação envolvendo o Bored Apes Yacht Club (BAYC) e o nazismo. Nicole Muniz ressalta que o pensamento propagado por essa ideologia vai totalmente contra ao senso de comunidade que a coleção visa oferecer aos detentores dos tokens.

A co-CEO ainda diz que Gordon e Gargamel, que lideram a Yuga Labs junto com ela, não possuem qualquer relação com o pensamento nazista, sendo Gordon inclusive judeu. Ela ainda ressalta que um dos principais parceiros da iniciativa, Guy Oseary, é nascido em Israel.

“As coisas ficam distorcidas de uma maneira que é como interpretações de interpretações de interpretações de fatos. Às vezes você quer ficar tipo, ‘Apenas pesquise no Google!’… Só temos esse sentimento de exaustão, tristeza. E para alguns da equipe é extremamente, extremamente doloroso.”

Muniz ainda destaca que a Yuga Labs considerou entrar na justiça em relação as acusações de Ripps, mas foi decidido que o melhor caminho era ignorar as falsas ligações e seguir em frente. Porém, a empresa utilizou seu perfil no Twitter nesta quinta-feira para comentar o caso.

A organização precisou inclusive dar satisfações sobre o seu nome, visto que, como apontado por Ripps, ele se parece com Kali Yuga, conceito hindu que já foi invocado por nazistas no passado. No entanto, segundo a organização, seu nome faz referência a um popular vilão do jogo A Link Between Worlds, capaz de transformar seus inimigos em pinturas.

Comunidade divide opiniões sobre Bored Apes

Até o momento, não há um consenso se o Bored Ape Yacht Club está realmente ligado ao nazismo. Enquanto alguns usuários apoiam Ripps, indo inclusive atrás de mais evidências e formulando teorias da conspiração, outros ainda dão credibilidade a coleção e seus criadores, afirmando que eles não possuem intenções ocultas com as obras.

O Input buscou a opinião de Mark Pitcavage e Carla Hill, pesquisadores do Centro de Extremismo da ADL, sobre o tema. Para ambos, apesar de algumas coincidências, não há muita base para afirmar que há uma forte correlação entre a coleção e o pensamento nazista.

No entanto, eles concordam que alguns macacos tediosos possuem traços de desenhos que podem ser ofensivos há algumas raças, ao apresentar uma visão estereotipada de culturas como a africana, japonesa e havaiana.

Porém, ambos afirmam que estes são casos mais isolados, não sendo um padrão que se repete na coleção como um todo. Enquanto isso, as tensões entre Ripps e a Yuga Labs continuam, com a organização bloqueando o diretor no Twitter.


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