Bitcoin lidera valorização após crises globais, aponta estudo

  • O Bitcoin subiu 24% nos 60 dias após o Dia da Liberdade, em abril de 2025.
  • Na pandemia de Covid-19, o Bitcoin valorizou 21% enquanto demais ativos subiram no máximo 4%.
  • Em 2024, o Bitcoin acumulou valorização de 178%.
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Em momentos de guerra, crise econômica ou turbulência nos mercados financeiros, a mesma pergunta retorna: o Bitcoin realmente funciona como reserva de valor?

A resposta foi investigada pelo MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais na América Latina. A empresa analisou o desempenho de diferentes ativos após choques macroeconômicos, ou seja, eventos de grande impacto na economia global.

O que acontece nos primeiros 60 dias após uma crise?

Toda vez que o Bitcoin oscila em meio à incerteza global, investidores o comparam ao ouro, ativo historicamente usado como proteção do patrimônio em períodos de estresse financeiro.

Para Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin, tirar conclusões nos primeiros momentos de uma crise pode ser um erro.

“É como assistir aos primeiros minutos de um filme e achar que já sabe como ele termina. Em momentos assim, investidores vendem posições para reduzir risco ou levantar caixa, e até ativos defensivos podem cair”, afirma.

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O levantamento analisou os primeiros 60 dias após o início de diferentes episódios de incerteza global. Esse intervalo permite observar o comportamento do mercado depois que o pânico inicial cede e os preços voltam a refletir os fundamentos, isto é, os dados reais da economia e dos ativos.

A análise compara o desempenho do Bitcoin, do ouro e do S&P 500. O S&P 500 é o principal índice de ações dos Estados Unidos e reúne empresas como Apple, Amazon, Google e Microsoft.

Bitcoin na frente em todos os episódios analisados

No chamado Dia da Liberdade, em abril (2) de 2025, quando o então presidente Donald Trump anunciou tarifas comerciais contra diversos países, o Bitcoin registrou alta de 24% nos 60 dias seguintes. O ouro avançou 8% no mesmo período. O S&P 500 subiu 4%.

No início da pandemia de Covid-19, em março (1) de 2020, o cenário se repetiu. O Bitcoin valorizou 21% nos 60 dias seguintes ao choque inicial. Os demais ativos subiram no máximo 4% no período.

Szuster destaca que o padrão é consistente ao longo dos episódios históricos analisados. O Bitcoin apresentou a melhor performance na maioria dos casos e registrou retorno positivo em todos eles após os 60 dias.

No atual conflito entre Estados Unidos e Irã, mesmo antes de completar esse intervalo, o movimento já começa a se repetir. A criptomoeda é o único ativo em alta até o momento, segundo o levantamento.

“O levantamento reforça que o Bitcoin nem sempre sobe no momento em que a tensão começa. Mas, após o impacto inicial, o histórico do ativo indica uma resiliência maior do que muitos investidores esperam”, diz Rony.

Visão de longo prazo é chave para o investidor

O especialista reforça que o Bitcoin deve ser encarado como um investimento de longo prazo. Apesar das oscilações no curto prazo, o ativo foi o mais rentável da última década. Somente em 2024, acumulou valorização de 178%.

Investidores que focam apenas nas variações diárias tendem a tomar decisões impulsivas e perder oportunidades, segundo Szuster. Quem compreende os ciclos do ativo lida melhor com a volatilidade, combinando visão de longo prazo, diversificação e disciplina.

Dessa forma, as oscilações se tornam um fator administrável, e não uma ameaça em períodos de maior incerteza.


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