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Prisão de executivos da Binance pode provocar crise diplomática na Nigéria

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Por David Thomas
Traduzido Aline Fernandes

EM RESUMO

  • O governo nigeriano deteve dois executivos sênior da Binance em meio a alegações do papel da exchange na desestabilização da Naira.
  • A Nigéria introduziu novas reformas financeiras que catalisaram uma repressão às empresas de criptoativos suspeitas de manipular a moeda fiduciária local.
  • As detenções de executivos ligados aos EUA e ao Reino Unido geraram discussões sobre políticas diplomáticas e intervenção para pessoas com criptomoedas.
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A detenção de dois executivos da Binance por autoridades nigerianas chega a terceira semana enquanto o governo investiga o suposto papel da exchange de criptomoedas na manipulação da Naira, moeda fiduciária do país.

Em meio à prisão, a Nigéria exige que a Binance forneça informações sobre seus 100 principais usuários e o histórico de transações de seis meses de todos os clientes no país. O conselheiro de segurança nacional da Nigéria também busca uma resolução sobre quaisquer obrigações fiscais pendentes da corretora cripto.

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Nigéria tem como alvo Binance em meio a reformas econômicas

Esse período de cárcere coincide com as iniciativas do governo para estabilizar a economia após a desvalorização da moeda da Nigéria, a Naira. O presidente Bola Tinubu introduziu recentemente várias reformas financeiras, incluindo um novo cálculo de taxa de câmbio para a Naira.

No entanto, o governo também alegou que plataformas de criptoativos como a Binance enfraquecem a moeda local, “ao permitir a manipulação criminosa da moeda”. Após um apelo de um regulador nigeriano para banir a Binance, o país bloqueou o acesso à exchange peer- to-peer da Binance e a várias outras empresas do segmento.

O governador do Banco Central, Olayemi Cardoso, disse que tinha sido difícil rastrear US$ 26 bilhões em fluxos financeiros e ilícitos suspeitos através da Binance.

Crise diplomática

Como resultado, as autoridades locais também prenderam o gerente regional da Binance para a África, Nadeem Anjarwalla, e Tigran Gambaryan, chefe de conformidade de crimes financeiros da Binance. Também apreenderam os telefones e passaportes da dupla por ordem judicial e impuseram uma multa de US$ 10 bilhões à Binance.

A detenção de Anjarwalla e Gambaryan pode criar tensões diplomáticas devido a seus laços com o Reino Unido e os Estados Unidos. O analista de risco de criptoativos,Nic Carter refletiu que a falta de intervenção dos EUA indica uma inconsistência nas políticas diplomáticas.

“A situação da Nigéria/Binance é bastante repugnante. Os EUA obviamente deveriam intervir, mas um passaporte americano sob o regime completamente ineficaz de Biden significa muito pouco hoje em dia… Quando um jogador da WBNA é detido: coletiva de imprensa, pressão da Casa Branca, troca de prisioneiros de alto nível … Quando um ex-agente federal condecorado é sequestrado e mantido como resgate, mas ele trabalha para uma empresa de criptoativos: Eu durmo”, escreveu Carter.

Prisão de executivos da Binance pode provocar crise diplomática na Nigéria
Volume da bolsa cripto nigeriana. Fonte: Chainalysis

A Embaixada dos EUA disse que sabia da situação, mas não pôde comentar mais. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido confirmou seu contato com as autoridades locais sobre a detenção de Anjarwalla.

“Estamos apoiando um homem britânico detido na Nigéria e estamos em contato com as autoridades locais”, disse o Ministério do Reino Unido.

O Banco Central da Nigéria também era suspeito de reprimir o P2P da Binance em novembro de 2023. O Índice Global de Adoção de Criptoativos 2023 da Chainalysis classificou a Nigéria como o principal país do mundo em termos de volumes de negociação em bolsas de criptomoedas peer-to-peer.

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Aline Fernandes
Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia...
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