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Os benefícios do trabalho remoto para empresas Web3 e cripto

4 mins
Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • O trabalho remoto na Web3 aprimora a inovação global por meio de equipes diversificadas e flexíveis.
  • Os DAOs promovem um envolvimento mais profundo dos funcionários e redefinem as perspectivas de carreira.
  • Curvas de aprendizado e segurança de dados são os principais desafios do trabalho remoto em criptografia.
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A natureza descentralizada do blockchain e a flexibilidade do trabalho remoto provaram ser uma vantagem significativa para as empresas que operam nos setores de Web3 e criptomoedas.

As empresas totalmente remotas utilizam os benefícios exclusivos do trabalho remoto para impulsionar a inovação e expandir sua presença global.

Unindo o Ethos da Web3 com o trabalho remoto

A Diretora de Pessoas da ConsenSys, Amanda Keleher, falou ao BeInCrypto sobre o impacto do trabalho remoto, especialmente devido à acessibilidade a grupos de talentos globais.

Com mais de 800 funcionários de várias origens culturais trabalhando em seis continentes, a ConsenSys aproveita um amplo espectro de perspectivas.

Essa diversidade promove ideias inovadoras e ajuda a descobrir novos casos de uso em nível global. Da mesma forma, a mudança para o trabalho remoto facilitou o surgimento de trabalhadores independentes na Web3.

Esse modelo oferece flexibilidade e exige que as empresas adotem métodos de trabalho mais colaborativos, refletindo uma mudança fundamental em direção a um relacionamento mais equilibrado e cocriativo que enriquece a experiência no local de trabalho.

Além disso, os pacotes salariais tradicionais estão sendo complementados, ou mesmo substituídos, por moedas digitais e recompensas baseadas em tokens. Essa mudança se alinha com a natureza digital da Web3 e aumenta o apelo aos profissionais experientes em tecnologia que valorizam a inovação em soluções de pagamento.

“A Web3 também está mudando lentamente certos processos relacionados ao trabalho para o blockchain. Isso inclui acordos de emprego, contratos com prestadores de serviços e até mesmo a verificação de credenciais. Esses processos estão se tornando mais abertos, seguros e facilmente acessíveis por meio de tecnologias descentralizadas”, disse Keleher ao BeInCrypto.

Empresas devem se adaptar

Esse compromisso com a descentralização não diz respeito apenas à tecnologia, mas também se reflete na estrutura e na cultura corporativas. Por exemplo, a ConsenSys realiza reuniões periódicas da Prefeitura e sessões trimestrais do Ask Me Anything (AMA) com sua liderança. De acordo com Keleher, essas iniciativas promovem um ambiente comunitário transparente e envolvente em um nível mais pessoal.

Da mesma forma, não se pode ignorar a influência das DAOs (Organizações Autônomas Descentralizadas) no local de trabalho. As DAOs fornecem insights sobre como os funcionários preferem trabalhar e ser remunerados. Esse modelo promove uma conexão mais profunda com o local de trabalho por meio de comunidade, conexão, propósito e cocriação.

“As DAOs podem transformar a forma como as pessoas veem suas carreiras, onde elas não estão apenas trabalhando para uma empresa, mas trabalhando com uma empresa. É uma perspectiva interessante, pois estamos aprendendo que as pessoas querem ter uma conexão mais profunda com seu local de trabalho”, disse Keleher.

Embora a flexibilidade do trabalho remoto se alinhe bem com a natureza descentralizada das tecnologias blockchain, ela também introduz riscos significativos que precisam de um gerenciamento cuidadoso.

Perigos ocultos exigem atenção

Uma das principais preocupações das empresas cripto é a curva de aprendizado acentuada associada ao blockchain e às tecnologias relacionadas.

Keleher destaca as barreiras educacionais como um obstáculo significativo. Ela aconselha a criação de programas de aprendizado e desenvolvimento para combater isso. Por exemplo, o MetaMask Learn oferece educação gratuita e multilíngue sobre tecnologias Web3.

“Há uma curva de aprendizado acentuada associada à compreensão de blockchain, contratos inteligentes ou aplicativos descentralizados. Isso pode tornar difícil a integração de funcionários, partes interessadas e usuários que não estejam familiarizados com esses conceitos. É fundamental que as empresas invistam no aprendizado e no desenvolvimento da tecnologia para evitar baixas taxas de adoção e a incapacidade de promover mudanças reais”, explicou Keleher.

Curva de aprendizado das criptomoedas
Curva de aprendizado. Fonte: Valamis

Outro risco significativo representado pelo trabalho remoto no setor da Web3 é a manutenção da segurança dos dados. A ConsenSys obteve a certificação ISO27001 para manter os mais altos padrões de segurança de dados.

Isso representa uma referência global para a segurança das informações, ajudando as organizações a avaliarem seus recursos de proteção de dados.

A pressão por padrões de alta segurança é fundamental, pois os cenários de trabalho remoto geralmente envolvem a exploração em potencial de vários pontos de acesso.

“Nossa certificação ISO27001 ressalta nossa dedicação em implementar os controles de segurança mais robustos. Além disso, também recebemos as certificações SOC2 tipo um e dois. Incentivamos outras organizações da Web3 a adotar os melhores padrões de segurança da informação da categoria para promover de forma colaborativa uma cultura de conscientização sobre segurança”, concluiu Keleher.

Além disso, o ambiente regulatório para blockchain e criptomoedas continua sendo uma área cinzenta. Isso é agravado pelo modelo de trabalho remoto, em que a jurisdição pode ser ambígua. Keleher afirma a necessidade de regulamentações inteligentes e flexíveis que evoluam com a tecnologia para evitar a sufocação da inovação.

O trabalho remoto nos setores de Web3 e cripto traz riscos inegáveis, mas permite maior flexibilidade, acesso a um pool de talentos mais amplo e métodos de remuneração inovadores.

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Júlia V. Kurtz
Editora do BeInCrypto Brasil, a jornalista é especializada em dados e participa ativamente da comunidade de Criptoativos, Web3 e NFTs. Formada pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui mais de 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia, tendo passado por veículos como Globo, Gazeta do Povo e UOL.
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