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O real digital é uma stablecoin?

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Atualizado por Airí Chaves

O real digital é uma das propostas mais inovadoras do Banco Central do Brasil para o futuro do sistema financeiro nacional. Trata-se de uma versão digital da nossa moeda, que poderá ser usada por todos os brasileiros para realizar pagamentos, transferências e outras transações no ambiente virtual.

Mas o que é exatamente o real digital e como ele se relaciona com as criptomoedas e as stablecoins? Neste artigo, vamos explicar o conceito de CBDC (moeda digital do Banco Central) e a categoria monetária a qual o real digital pertence. Também vamos abordar os benefícios e os desafios que o real digital traz para a economia brasileira e para os consumidores.

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O que é uma CBDC?

Uma CBDC, ou moeda digital do Banco Central, é uma moeda digital emitida e respaldada pelo banco central de um país. Diferentemente das criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, as CBDCs são centralizadas e controladas por uma única entidade. Elas também são diferentes das stablecoins, que são moedas digitais atreladas a uma moeda fiduciária ou a um ativo, como ouro ou petróleo.

Uma das principais vantagens de uma CBDC é que ela pode oferecer uma maneira segura e eficiente de fazer pagamentos e transferir dinheiro. Com uma CBDC, as transações podem ser liquidadas em tempo real sem a necessidade de intermediários, como bancos ou processadores de pagamento. Isso pode ajudar a reduzir os custos de transação e aumentar a inclusão financeira, especialmente em países onde há uma alta porcentagem de população sem banco.

Outra característica importante dos CBDCs é que eles podem ser usados para implementar a política monetária. Os bancos centrais podem usar os CBDCs para controlar a oferta de moeda e ajustar as taxas de juros em tempo real. Isso pode ajudar a estabilizar a economia e evitar a inflação ou a deflação.

Diferenças entre CBDCs e criptomoedas

Uma das principais diferenças entre os CBDCs e as criptomoedas é que os CBDCs são centralizados, enquanto as criptomoedas são descentralizadas. Isso significa que os CBDCs são controlados por uma única entidade, enquanto as criptomoedas são distribuídas em uma rede de computadores. As criptomoedas também costumam ter um suprimento fixo, enquanto os CBDCs podem ser criados e destruídos pelo banco central.

Outra diferença importante entre CBDCs e stablecoins é que as stablecoins são atreladas a uma moeda fiduciária ou ativo, enquanto as CBDCs são garantidas pelo banco central. As stablecoins são projetadas para manter um valor estável em relação à sua indexação, enquanto as CBDCs podem flutuar em valor com base nas forças do mercado.

Em geral, as CBDCs têm o potencial de revolucionar a maneira como pensamos sobre dinheiro e pagamentos. Ainda não se sabe se as CBDCs substituirão ou não as moedas tradicionais, mas elas certamente são um desenvolvimento empolgante no mundo das finanças.

O que é o Real Digital

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O real digital é uma nova forma de moeda que está sendo desenvolvida pelo Banco Central do Brasil. É essencialmente o mesmo que o real tradicional, mas foi projetado para ser usado exclusivamente em transações digitais. Os objetivos do real digital são fornecer um sistema de pagamento mais eficiente e seguro, aumentar a inclusão financeira e reduzir o custo das transações. A moeda ainda está em fase de desenvolvimento, mas espera-se que seja lançada no final de 2024.

Uma das principais características do real digital é que ele será totalmente rastreável e transparente. Isso significa que todas as transações serão registradas em uma rede blockchain segura, o que garantirá que não haja fraude ou corrupção. Além disso, o real digital será projetado para ser interoperável com outros sistemas de pagamento, o que significa que será fácil de usar tanto para comerciantes quanto para consumidores.

Uma das vantagens mais significativas do real digital é seu potencial para transformar o sistema financeiro brasileiro. Ele tem o potencial de fornecer a milhões de brasileiros acesso a serviços financeiros que antes não estavam disponíveis ou eram inacessíveis. Isso poderia ajudar a reduzir os níveis de pobreza no país e impulsionar o crescimento econômico. Além disso, o real digital poderia ajudar a reduzir a quantidade de fraude e corrupção no sistema financeiro brasileiro, já que todas as transações são registradas em um livro-razão público.

De modo geral, o real digital tem o potencial de revolucionar a forma como os pagamentos são feitos no Brasil. Trata-se de uma solução moderna e inovadora que trará muitos benefícios tanto para os consumidores quanto para as empresas. Como a moeda continua a ser desenvolvida e refinada, será interessante ver como ela será adotada e usada em todo o país.

Desafios do real digital

Apesar do potencial do real digital, a moeda enfrentará alguns desafios:

  • Garantir a segurança, a privacidade, a veracidade e a imutabilidade dos dados nas transações com o real digital, evitando fraudes, roubos, falsificações e vazamentos.
  • Regular os fundos de reserva e os emissores do real digital, para evitar riscos jurídicos, tecnológicos ou de gestão que possam comprometer a estabilidade e a confiança na moeda.
  • Evitar a desintermediação do sistema financeiro, que pode levar a uma situação de narrow banking, em que os bancos perdem sua função de intermediar crédito e investimento, reduzindo a oferta de recursos para a economia.
  • Promover a aceitação e a adoção do real digital pela população e pelo mercado, oferecendo facilidade de uso, acessibilidade e educação financeira.
  • Integrar o real digital com outras CBDCs e com o sistema de pagamentos internacionais, facilitando as transações transfronteiriças e aumentando a participação do Brasil nos cenários econômicos regional e global.

Uma CBDC pode ser considerada uma stablecoin?

As moedas digitais do Banco Central (CBDCs) e as stablecoins são moedas digitais que ganharam popularidade nos últimos anos. Entretanto, elas não são a mesma coisa. Embora os dois tipos de moeda sejam digitais, há algumas diferenças importantes que os diferenciam.

Vamos começar com as stablecoins. Uma stablecoin é um tipo de moeda digital projetada para manter um valor estável em relação a outro ativo, como o dólar americano ou o ouro. Essa estabilidade é obtida por meio de vários métodos, incluindo o respaldo da moeda com uma reserva do ativo subjacente ou por meio de mecanismos algorítmicos que ajustam a oferta da moeda com base na demanda do mercado.

Por outro lado, os CBDCs são uma versão digital real da moeda fiduciária emitida por um banco central. Diferentemente das stablecoins, elas são respaldadas pela plena fé e crédito do governo emissor. Os CBDCs podem ser usados para transações cotidianas, assim como o dinheiro, mas são totalmente digitais e operam com a tecnologia blockchain.

Portanto, embora as stablecoins e as CBDCs compartilhem algumas semelhanças, elas são fundamentalmente diferentes. As stablecoins são projetadas para ser uma alternativa à moeda tradicional e fornecer uma reserva estável de valor, enquanto as CBDCs são um substituto direto do dinheiro físico e representam uma versão digital da moeda fiduciária.

Outra diferença significativa entre as duas é o nível de regulamentação. As stablecoins geralmente são emitidas por empresas privadas e podem não estar sujeitas ao mesmo nível de supervisão regulatória que as CBDCs, que são emitidas e controladas pelos bancos centrais.

O real digital é o futuro da moeda?

O real digital é uma iniciativa inovadora que pode transformar a forma como fazemos pagamentos e transferências no ambiente virtual. Ele pode trazer mais eficiência, segurança, transparência e inclusão financeira para o sistema financeiro nacional. No entanto, o real digital e os CBDCs não são stablecoins, eles são uma versão digital de uma moeda fiduciária, como o real, emitida pelo Banco Central. Além disso, o real digital também enfrenta desafios técnicos, regulatórios e sociais que precisam ser superados antes de seu lançamento.

O Banco Central do Brasil está trabalhando para desenvolver o real digital de forma participativa e colaborativa, envolvendo diversos atores do mercado e da sociedade. O real digital ainda não tem uma data definida para entrar em circulação, mas espera-se que ele esteja disponível para testes com o público geral no final de 2024.

Perguntas frequentes

O que será o Real Digital?

Qual o objetivo do Real Digital?

Quando iniciará o Real Digital?

O real digital é uma criptomoeda?

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Airí Chaves
Formada em marketing pela Universidade Estácio de Sá e com um mestrado em liderança estratégica pela Unini, escreve para diversos meios do mercado de criptomoedas desde 2017. Já...
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