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Apple não aceita Bitcoin na app store e Jack Dorsey quer saber por quê

3 mins
Por Eduardo Venegas
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • O fundador da Block, Jack Dorsey, questionou as políticas da Apple por não permitir pagamentos em Bitcoin.
  • O Damus foi lançado em fevereiro de 2023 e permite doações em Bitcoin (BTC).
  • A Apple disse que removeria o Damus da App Store na noite do dia 27 de junho.
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O ex-CEO do Twitter e fundador da Block, Jack Dorsey, questionou o CEO da Apple, Tim Cook, sobre o motivo de a Maçã não aceitar o Bitcoin (BTC) como meio de pagamento na App Store. Jack mostrou seu apoio ao app Damus, que luta para não ser removido da loja de aplicativos.

O app citado por Dorsey é uma rede social descentralizada que quer rivalizar com o Twitter. O lançamento do Damus na App Store ocorreu em fevereiro de 2023, mas a Apple recusou uma atualização sua que introduzia doações em Bitcoin.

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Dorsey é apoiador conhecido do Damus e já doou 14 BTC à plataforma, em 2022, para ajudar com seu desenvolvimento.

Jack Dorsey apoia Bitcoin em apps

Na época, a Apple afirmou que o Damus, baseado no protocolo Nostr, seria removido da App Store por “violar os termos de serviço da plataforma”. O fundador da rede social, Willian Casarin, afirmou no Twitter que a Apple teria lhe dado um prazo até o dia 27 de junho.

Além disso, Casarin mostrou seu descontentamento ao retomar mensagens de protesto de usuários e pessoas próximas a Damus:

“O que mais me incomoda sobre o @damusapp de @jb55 removendo as plataformas da Apple é que eles deveriam saber melhor. A Apple foi forjada na época em que lançou as campanhas de 1984 e Think Different. E aqui estão eles em 2023 jogando Big Brother e forçando todos a pensar igual”.

Dias antes, o Damus reclamou das políticas da Apple, que a impediam de arrecadar fundos, portanto limitando seu potencial de crescimento. A empresa alegou que muitas pessoas não podem usar o Apple Pay para “dar dicas de conteúdo” e que os apps ajudam a impulsionar a inclusão financeira e a apoiar ativistas de direitos humanos.

Assim como em outras empresas que possuem um app na App Store da Apple, o Damus questionou a empresa de Tim Cook por ficar com 30% dos lucros. O app defendeu o uso do Bitcoin argumentando que o BTC ajudou em lutas sociais e causas de grupos de pessoas em países africanos, por exemplo.

Remoção do Damus aumenta a tensão

As redes sociais e a comunidade de usuários de Damus questionaram as políticas da Apple por não permitir o uso do Bitcoin para ajudar grupos oprimidos ou como instrumentos financeiros.

Um dos mais críticos foi Preston Pysh:

“Olá @tim_cook. Você entende claramente que não há maior sinal de comunicação do que preços livres e abertos reais para todos os bens e serviços. Apoie #Bitcoin e pare a loucura do porteiro licenciado. O último a agir será o mais punido. Tic tac, próximo bloco!”.

Conforme a Apple, o app seria removido porque estaria “vendendo conteúdo”.

O Damus disse, no dia 26 de junho, o processo de remoção ainda estava em andamento. Isso ocorreu mesmo depois de atualizar seu aplicativo para “deixar claro que nenhum conteúdo digital é desbloqueado quando os usuários recebem dicas”.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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