Ver mais

Ano novo chinês pode trazer volatilidade ao mercado cripto

2 mins
Por Valdrin Tahiri
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • O Ano Novo Chinês será no dia 22 de janeiro.
  • O baixo volume costuma acompanhar a semana dourada.
  • Isso abre caminho para uma maior volatilidade.
  • promo

O Ano Novo Chinês ocorre no domingo (22), marcando o início de um feriado nacional de uma semana na China, que geralmente é acompanhado por alta volatilidade no mercado.

Isso é chamado de “semana de ouro” e é o maior feriado nacional da China. Cada ano é acompanhado por um dos doze animais, e 2023 será “O Ano do Rato”.

  • Não entendeu algum termo do universo Web3? Confira no nosso Glossário!
  • Quer se manter atualizado em tudo o que é relevante no mundo cripto? O BeInCrypto tem uma comunidade no Telegram em que você pode ler em primeira mão as notícias relevantes e conversar com outros entusiastas em criptomoedasConfira!
  • Você também pode se juntar a nossas comunidades no Twitter (X)Instagram e Facebook.

As Bolsas de Xangai e Shenzhen estarão fechadas entre os dias 23 a 27 de janeiro. Isso afetará o mercado de ações devido às enormes quantidades de volume sendo retiradas dos mercados globais.

Uma das consequências é que isso pode aumentar a volatilidade, pois os ativos podem ser manipulados com mais facilidade. Além disso, muitas vezes há realização de lucros nos dias que antecedem o Ano Novo, pois as pessoas geralmente precisam de dinheiro para comprar presentes.

Ano Novo Lunar de 2022 levou ao rali do Bitcoin

O Ano Novo Chinês em 2022 (Ano do Tigre) começou na terça-feira, 1º de fevereiro (ícone verde). Portanto, a semana de 1 a 8 de fevereiro foi a semana dourada (destacada).

O preço do Bitcoin (BTC) aumentou consideravelmente durante esta semana, mas caiu drasticamente depois, perdendo todos os seus ganhos anteriores.

No entanto, o desenvolvimento mais interessante durante esse período foi o aumento maciço da volatilidade relativa, que atingiu um pico de quase seis meses no dia 8 de fevereiro (círculo verde), o último dia da semana dourada.

O baixo volume (seta preta) durante esta semana pode ter sido um motivo para a volatilidade.

Como o preço do Bitcoin perdeu todos os seus ganhos depois, não podemos afirmar que a “semana de ouro” tenha um efeito duradouro no preço do ativo digital. No entanto, o aumento da volatilidade oferece inúmeras oportunidades para day trading.

Fonte: TradingView

2021 teve baixo volume e volatilidade média

O Ano Novo Chinês em 2021 (Ano do Boi) começou na sexta-feira, 12 de fevereiro (ícone verde). O preço do BTC aumentou durante os próximos sete dias e atingiu o pico dois dias após a semana dourada (destacada), no dia 21 de fevereiro. Como em 2022, ele perdeu todos os seus ganhos posteriormente.

A semana dourada foi caracterizada por um volume muito baixo (ícone preto), que aumentou na queda seguinte (ícone vermelho).

Por outro lado, a volatilidade não foi tão alta quanto em 2022. Na verdade, foi um pouco menor que a média (círculo vermelho). Uma razão para isso pode ser que houve extrema volatilidade antes do ano novo, portanto, a volatilidade relativa não aumentou.

Isso é confirmado ao observar a volatilidade em termos absolutos (círculo verde), que teve uma leitura extremamente alta de ,3100.

Fonte: TradingView

A semana seguinte ao Ano Novo Chinês tem sido historicamente combinada com volume muito baixo e volatilidade média a alta. A principal razão para isso é o fechamento das bolsas chinesas, o que facilita a movimentação de preços devido aos baixos níveis de volume.

Curiosamente, em 2021 e 2022 o preço do Bitcoin aumentou de forma consideravel antes de perder todos os seus ganhos posteriormente.

Melhores plataformas de criptomoedas | Junho de 2024

Trusted

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.

Julia.png
Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
READ FULL BIO
Patrocinados
Patrocinados