O preço da Solana permanece próximo de um patamar crítico, mas a estrutura ainda indica viés de baixa. Após recuar quase 5% nesta terça-feira, a SOL testa um suporte importante enquanto apresenta sinais iniciais de reação.
A questão envolve não só a cotação, mas também o comportamento dos investidores. Os mais agressivos já começaram a se posicionar novamente, o que levanta uma dúvida essencial: trata-se do início de uma recuperação ou apenas uma pausa antes de uma possível queda de 12%?
Preço da Solana mantém suporte enquanto padrão de queda se aproxima da conclusão
No gráfico de 8 horas, o preço da Solana se aproxima da formação de uma estrutura de topo duplo, conhecida como head and shoulders. Essa configuração costuma sinalizar queda caso o suporte seja rompido. O nível crítico situa-se próximo de US$ 84,36. Recentemente, a cotação testou esse patamar e deixou um longo pavio inferior, indicando que compradores atuaram no suporte.
Portanto, existe demanda, mas ela ainda não se mostra forte o suficiente.
A formação segue ativa. Enquanto a Solana permanecer abaixo da resistência do ombro direito, o cenário segue baixista. O risco é claro: caso o suporte seja rompido de forma convincente, a estrutura se confirma.
Isso abre espaço para uma queda de quase 12% a partir dos níveis atuais. O mercado está diante de um ponto de decisão: o suporte se mantém por ora, mas a estrutura ainda aponta para baixo.
Fluxos nas exchanges indicam compra, mas perdem força
Para entender o pavio mencionado, é preciso analisar os fluxos nas exchanges.
O Net Position Change das exchanges acompanha se tokens entram ou saem dessas plataformas. Saídas normalmente indicam acúmulo por parte dos investidores. Desde 17 de março, a Solana tem registrado saídas consistentes, sinalizando atividade compradora e sustentando a tese de que há demanda no suporte.
No entanto, há sinal de problema: essa força compradora perde intensidade. Em 22 de março, as saídas líquidas somavam cerca de 2,1 milhões de SOL. Em 26 de março, caíram para aproximadamente 1,3 milhão de SOL, recuo de 38%. Ou seja, houve uma expressiva redução no ritmo de compras.
Assim, embora ainda haja presença compradora, ela já não se mostra tão expressiva quanto antes. Esse cenário gera uma zona de suporte enfraquecida: suficiente apenas para desacelerar quedas, mas ainda incapaz de reverter a tendência. Por isso, a faixa de suporte da SOL permanece, mas sob risco.
Investidores de curto prazo estão retornando, mas também impulsionam vendas
Agora, surge o aspecto mais relevante: os investidores mais agressivos, que movimentam tokens em períodos de um dia a uma semana, começam a retornar, segundo o indicador HODL Waves. Esse índice rastreia há quanto tempo os investidores mantém seus ativos. O grupo de 1 dia a 1 semana é o mais ágil e reativo do mercado.
Em 22 de março, essa faixa detinha cerca de 5,31% da oferta circulante. Em 25 de março, o percentual caiu para 2,96%, mostrando vendas diante da queda. Agora, observam-se retornos.
O volume desse grupo voltou a subir para aproximadamente 3,9%, sinalizando que voltaram a comprar e provavelmente esperam uma reação de curto prazo. Esse movimento é relevante porque, recentemente, esse grupo acertou bem os ciclos: entre 21 e 22 de março, acumularam SOL pouco antes de uma rápida alta do patamar de US$ 86 para US$ 91.
Portanto, esse grupo pode realmente estar antecipando nova reação. Mas há um porém.
Investidores especulativos tendem a vender rápido e não sustentam posições sob incerteza. Eles impulsionam movimentos, mas também encerram altas de forma precoce. Assim, o retorno desse grupo favorece uma possível reação, mas não garante reversão duradoura. Aqui, estrutura e comportamento se conectam.
Principais níveis de preço da Solana decidem resultado
O gráfico da Solana começa agora a refletir esse cenário.
No período de 8 horas, a Solana esboça uma divergência oculta de alta: o preço forma mínimas ascendentes enquanto o RSI recua para mínimas mais baixas. O índice RSI mostra a força compradora: quando ele cai, mas a cotação se sustenta, sugere que a pressão vendedora está enfraquecendo.
Essa confirmação só ocorre se o próximo candle se mantiver acima da mínima atual. Se isso acontecer, a recuperação passa a ser válida.
Em seguida, o preço da Solana precisa retomar faixas importantes:
- US$ 85,69 como confirmação imediata de força
- US$ 87,18 como progresso adicional
- US$ 93,48 para enfraquecer a estrutura de queda
Apenas um avanço consistente acima de US$ 93,48 começa a romper o padrão. A invalidação plena ocorre apenas acima de US$ 97,67, ponto central do padrão.
Pela análise de baixa, o gatilho permanece o mesmo. Se a Solana perder US$ 84,36, há rompimento da linha de pescoço. Isso pode pressionar o preço para US$ 80,88 inicialmente e, depois, para US$ 74,37 conforme a projeção formada pelo padrão gráfico. O cenário está definido.
Uma reação no preço da Solana pode ocorrer. O grupo mais agressivo já está se posicionando para isso. O RSI passa a indicar esse possível movimento. Os fluxos para exchanges seguem mostrando compras.
No entanto, todos esses fatores seguem presentes dentro de uma estrutura de baixa, com a linha de pescoço em US$ 84,36 definindo o próximo movimento. Caso os compradores não recuperem faixas mais elevadas, os mesmos agentes da recuperação podem acelerar a realização. Por isso, permanece o risco de queda de 12%.