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Analfabetismo financeiro dificulta investimentos em criptomoedas, aponta pesquisa

3 mins
Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Pesquisa indica que 49% deles tem conhecimentos iniciais sobre cripto.
  • Apesar do pouco conhecimento, os millennials são os que se sentem mais seguros.
  • Desconhecimento é apontado como o maior fator de aversão ao mercado.
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O analfabetismo financeiro continua sendo o fator que mais afasta o público do mercado de criptomoedas. Uma pesquisa realizada pela Investopedia indicou que 49% dos entrevistados têm conhecimentos iniciais sobre criptoativos e 38% dos millennais investem neles. O estudo entrevistou 4.000 americanos entre os meses de janeiro e fevereiro de 2022.

A pesquisa da Investopedia faz parte de uma série que vem apontando o analfabetismo da maioria das pessoas sobre criptomoedas. Esse é apontado como um dos maiores impedimentos para que elas invistam nas moedas digitais.

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Os entrevistados foram divididos em grupos de 1.000 pessoas, cada um fazendo parte de uma geração diferente, de acordo com a nomenclatura dada pela imprensa americana: Geração Z (18 a 25 anos), millennials (26 a 41 anos), Geração X (42 a 57 anos) e Baby Boomers (58 a 76 anos).

Os grupos foram perguntados sobre os seus conhecimentos financeiros, hábitos, preocupações e planos de aposentadoria. A descoberta geral foi a de que os norte-americanos estão tentando aprender o básico sobre finanças, pensam na aposentadoria e começam a investir em criptomoedas.

Fonte: Investopedia

Gerações X, Z e millennais adotam criptomoedas

A pesquisa apontou que 57% dos entrevistados são investidores, mas apenas um em cada três disse ter conhecimentos avançados em investimentos.

Com relação às criptomoedas, as Gerações X, Z e millennais investem em moedas digitais. Porém, 49% deles dizem ter uma compreensão iniciante dessas moedas. Sobre a aposentadoria, 28% dos millenials pensam em se aposentar com elas.

Dentro do setor de criptomoedas, uma entre quatro pessoas relatou ter muito conhecimento sobre cripto, blockchain e tokens não fungíveis (NFT). Entre as gerações, 44% dos millenials disseram ter um conhecimento avançado sobre o assunto, seguido da Geração X com 37%, a Geração Z com 31% e a Baby Boomers com 28%.

A internet continua sendo a maior fonte de informações sobre finanças e investimentos para todos os grupos. Para 45% da Geração Z, o YouTube é a fonte de informações. Já os millenials preferem a internet em 47%.

A pesquisa apontou também que os millennials são os que se sentem mais seguros quando o assunto são as criptomoedas, com 41%. Deles, 39% relataram poder explicar para outras pessoas sobre o funcionamento das moedas digitais. Porém, apenas 25% deles consegue falar sobre NFTs.

Eles investem menos sabendo pouco

Apesar de uma parcela pequena ter conhecimentos iniciais sobre as criptomoedas, o estudo mostrou que os investimentos é frequente entre os millennials, com 38%, seguidos pelas Gerações Z e X. Só 6% dos Baby Boomers investem.

De todos, os millenials são os mais envolvidos com as criptomoedas. Quando o pesquisador perguntou em quais ativos os entrevistados confiavam mais, os millennais, e as Gerações Z e X disseram acreditar nas moedas digitais.

O editor-chefe da Investopedia, Caleb Silver, fez uma análise sobre os resultados da pesquisa:

“Nossa relação com dinheiro, investimento e planejamento financeiro mudou radicalmente nos últimos anos, à medida que novas classes de ativos como cripto e NFTs surgiram assim como milhões de pessoas estão dando seus primeiros passos para investir. O que não mudou foi a necessidade de uma educação financeira relevante — mas em um currículo modernizado que aborda esses novos produtos e serviços financeiros, projetados para servir as pessoas que dependem deles para construir sua riqueza.”

Por que o receio?

A resposta para a falta de mais pessoas investindo em criptomoedas pode estar em uma pesquisa da Coalition Greenwich feita com 669 consultores financeiros que tem clientes de alto patrimônio líquido. Ela apontou que dois terços dos profissionais nos Estados Unidos discutiram com os seus clientes sobre criptomoedas em 2021, mas não obtiveram uma resposta.

Com a falta de retorno de seus clientes, apenas 15% dos profissionais conseguiram introduzir os criptoativos nos investimentos de seus clientes.

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Priscila Gorzoni
Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo, em ciências sociais pela USP, em direito pela Universidade Mackenzie, lato sensu em Fundamentos da arte e cultura pela Unesp-SP e mestre em história pela PUC SP. Iniciei minha carreira nas revistas passando por publicações como Bons Fluidos, Nova, Cláudia, Saúde. Mundo Estranho, Superinteressante e National Geographic Brasil.
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