A América Latina recebeu US$ 730 bilhões em volume de cripto em 2025, crescimento superior a 60% em relação ao ano anterior. Os usuários ativos mensais na região cresceram três vezes mais rápido do que nos Estados Unidos e avançaram cerca de 18% na comparação anual.
Os dados são do relatório “Estado da Indústria Cripto 2025”, terceira edição publicada pela Lemon, carteira virtual com 5,5 milhões de usuários na América Latina.
Brasil lidera a região
O Brasil concentrou US$ 318,8 bilhões em criptos recebidos, quase um terço de todo o volume da América Latina. O crescimento anual foi de 250%, impulsionado principalmente por transações institucionais, operações feitas por bancos e grandes empresas, não por pessoas físicas.
Regulações recentes permitiram que instituições financeiras brasileiras passassem a oferecer compra e venda de cripto. Isso abriu espaço para novos serviços, como remessas internacionais com custo reduzido.
Usos diferentes em cada país
O padrão de adoção varia conforme o contexto econômico de cada país.
No Brasil e no México, predominam o volume institucional e a especulação de mercado. Na Argentina e na Venezuela, o cripto funciona como proteção contra a desvalorização da moeda local. No Peru e na Colômbia, onde as economias são mais estáveis, a adoção está associada à busca por melhores rendimentos financeiros.
Quais apps lideram?
A Binance, exchange (corretora) global, lidera com 55% de participação de mercado na América Latina. Entre as empresas regionais, a Lemon ocupa o primeiro lugar, com 13,4% de participação e mais de 3,2 milhões de usuários ativos em 2025. A Bitso aparece em segundo, com 6,6%, e a Belo em terceiro, com 4,8%.
Crescimento da Lemon
A base de usuários da Lemon passou de 3,3 milhões para 5,5 milhões em 2025, avanço de 67% em um ano, com 2,2 milhões de novos cadastros no período. O Brasil respondeu por 3% desse crescimento, dentro do plano de expansão regional da empresa.
A companhia registrou crescimento de volume por dez trimestres consecutivos. Na Argentina e no Peru, pagamentos via QR Code ou cartão geram cashback em Bitcoin. No Brasil, os usuários pagam com Pix pelo aplicativo. Em toda a região, é possível receber dólares ou euros do exterior por meio da infraestrutura de cripto da plataforma.