A primeira semana de abril reúne uma série de catalisadores com potencial para movimentar algumas altcoins de forma expressiva em ambas as direções. Desbloqueios de tokens, atualizações de protocolos e novas integrações de mineração ocorrem em poucos dias.
Nesse contexto, o BeInCrypto analisou três dessas altcoins que os investidores devem acompanhar com o início de abril e do segundo trimestre de 2026.
Dogecoin (DOGE)
A Dogecoin (DOGE) está cotada a US$ 0,09315, com alta de 2,99% no dia, consolidando-se levemente acima do nível de Fibonacci 0,618, em US$ 0,08807. A DOGE está dentro de um canal de baixa visível desde o final de janeiro. O Chaikin Money Flow (CMF) registra exatamente 0,00, indicando ausência de acumulação ou distribuição, enquanto o preço permanece próximo ao limite inferior.
A mainnet de mineração de Dogecoin da Qubic, prevista para 1º de abril, introduz uma nova narrativa de demanda para DOGE. Caso esse evento impulsione uma quebra da linha de tendência superior do canal de baixa, que converge atualmente para US$ 0,09933, a movimentação até o nível de Fibonacci 0,382 se torna viável. A compressão no canal indica que a definição do movimento está próxima.
Um fechamento diário abaixo de US$ 0,08807 confirma que os vendedores seguem controlando o canal de baixa. O próximo nível de referência negativa é o 0,786, em US$ 0,08005. Caso o CMF permaneça abaixo de zero com volume crescente, a leitura reforça o cenário de pressão vendedora no início de abril.
Celo (CELO)
A Celo (CELO) está negociada a US$ 0,0757, subindo 3,70% no dia, abaixo do nível de Fibonacci 0,382, em US$ 0,0773, enquanto a média móvel exponencial aponta queda em US$ 0,0785. O preço oscila entre US$ 0,0741 e US$ 0,0825 há semanas, sem conseguir recuperar o nível 0,618 e próximo da mínima histórica, em US$ 0,0689.
O Jovian Hardfork, que entra em vigor em 31 de março, traz melhorias no mecanismo de gas e uma proposta de recompra e queima para a tokenomics da CELO. Caso a atualização gere demanda de compra, o preço pode superar US$ 0,0773 e se aproximar da resistência de Fibonacci 0,618, em US$ 0,0825. Esse patamar, destacado em verde no gráfico, já limitou diversas tentativas de recuperação.
A incapacidade de se manter acima do nível 0,236, em US$ 0,0741, indica viés de baixa. Isso sugere que o evento já foi precificado. Caso caia desse patamar, resta apenas a mínima histórica, em US$ 0,0689, como referência técnica no gráfico.
Sui (SUI)
A Sui (SUI) está a US$ 0,8714, com alta diária de 2,91%, dentro de um padrão de cunha expansiva, pressionando a linha de tendência inferior. As Bandas de Bollinger colocam a linha central em US$ 0,9552 e a inferior em US$ 0,8381. O Índice de Fluxo de Dinheiro (MFI) recuou para 32,70, aproximando-se do território de sobrevenda após atingir quase 80 em meados de março.
O desbloqueio de 42,94 milhões de SUI em 1º de abril é o principal evento no curto prazo. Caso o mercado absorva essa oferta e o MFI reaja positivamente a partir de 32,70, a recuperação até US$ 0,8814 torna-se plausível. Um fechamento acima de US$ 0,9687 favorece a retomada temporária pelos compradores.
Se o preço não se mantiver na linha de tendência inferior da cunha e houver fechamento abaixo de US$ 0,8222, qualquer perspectiva de recuperação é invalidada. Abaixo disso, US$ 0,7609 passa a ser o próximo suporte relevante no gráfico. Caso o MFI siga caindo sem reação, o movimento pode confirmar pressão de venda sustentada durante o evento de desbloqueio.