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Petróleo volta a US$ 100 com bloqueio naval dos EUA impulsionando alta

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

13 abril 2026 10:30 BRT
  • Centcom dos EUA inicia bloqueio de todo o tráfego portuário iraniano em 13 de abril
  • O Brent está tecnicamente em uma zona de resistência crítica de US$ 103 a US$ 105.
  • Se as tensões geopolíticas aumentarem, o preço do petróleo pode romper em direção a US$ 113 a US$ 116.
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O Brent crude dispara 7,9% após os EUA impor bloqueio marítimo aos portos do Irã.

A medida criou um dos cenários mais voláteis e politicamente tensos do petróleo nos últimos anos.

Washington toma decisão e mercados de petróleo registram forte alta

O Brent crude está em um ponto de inflexão importante. Após saltar de forma expressiva para US$ 115 a US$ 116 por barril em meados de março, a cotação passou três semanas em queda gradual até o forte movimento de alta de 7,9% registrado hoje, mudando totalmente o cenário.

O motivo é claro. No dia 13 de abril, o Comando Central dos EUA anunciou a aplicação de um bloqueio marítimo para todos os navios entrando e saindo dos portos iranianos, com efeito imediato, abrangendo embarcações de qualquer bandeira ou proprietário em todo o Golfo Arábico e o Golfo de Omã.

É fundamental destacar que o Estreito de Ormuz permanece aberto, protegendo cerca de 20% do abastecimento global de petróleo de interrupções imediatas. Mesmo assim, o bloqueio direto aos portos do Irã reduz a oferta e já está elevando os custos de seguro nas rotas marítimas da região.

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A situação é dinâmica e não há prazo confirmado para o fim do bloqueio. O presidente do parlamento do Irã já sugeriu retaliação, alertando o mercado para “aproveitar os atuais números de alta”.

O gráfico diário: mercado reage após três semanas de queda

De meados de outubro a fevereiro, o Brent crude teve alta gradual entre US$ 60 e US$ 72 (caixa verde). No fim de fevereiro, um choque geopolítico quase dobrou o preço em poucas semanas, levando a cotação para US$ 115 a US$ 116 (caixa vermelha).

Gráfico diário do Brent Crude Oil.
Gráfico diário do Brent Crude Oil. Fonte: Tradingview

Após esse pico, o gráfico diário apresentou topos descendentes (círculos amarelos), padrão clássico de distribuição que sinaliza enfraquecimento do ímpeto. O MACD diário segue abaixo de zero, com barras negativas no histograma, enquanto o RSI se mantém em terreno neutro, perto de 55 a 60, bem distante dos níveis de sobrecompra vistos no salto de março.

A vela de hoje é expressiva e não pode ser ignorada. No entanto, a tendência diária ainda não se recuperou totalmente, e o MACD ainda não cruzou para alta, o que indica que o movimento precisa ser confirmado.

O gráfico de 4 horas: compradores de curto prazo entram em ação

No horizonte de 4 horas, o cenário é mais construtivo. O MACD acabou de cruzar para alta, com histograma verde em crescimento (círculo amarelo), e o RSI se recupera de forma acentuada após atingir patamares de sobrevenda nos dias 7 e 8 de abril (elipse azul).

Gráfico de 4h do Brent Crude Oil
Gráfico de 4h do Brent Crude Oil / Fonte: Tradingview

Essa mudança de força no curtíssimo prazo é coerente com o impacto geopolítico do dia. No entanto, ocorre dentro de uma estrutura maior de baixa no gráfico diário, sugerindo um repique típico dentro de uma tendência negativa enquanto não houver reversão clara.

Três zonas de resistência delimitam o potencial de alta. O primeiro nível de disputa está em US$ 103 a US$ 105, faixa onde o ativo negocia atualmente. Acima, US$ 108 a US$ 110 funcionam como próximo teto relevante, enquanto a região de US$ 113 a US$ 116, atingida no pico, completa a barreira mais expressiva (caixa vermelha).

Por outro lado, US$ 93 a US$ 96 compõem o suporte mais importante (caixa verde), tendo segurado a cotação em várias oportunidades e funcionando como linha que os comprados não podem perder. Abaixo disso, US$ 78 a US$ 80 corresponde ao último suporte estrutural relevante e ao patamar pré-choque.

O fator imprevisível está no risco de manchetes. O mercado reage de forma intensa às notícias negativas e positivas, e nenhum modelo técnico cobre completamente uma eventual retaliação do Irã ou um avanço diplomático inesperado. Assim, cautela e acompanhamento do noticiário são tão essenciais quanto a análise gráfica neste momento.

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